As pessoas de um modo geral falam
que ser mãe: “é carregar no ventre, por alguns meses, um óvulo fecundado; É
somente passar pela dor cruciante de trazer um filho ao mundo, é suportar a dor
insuportável; É simplesmente dar o alimento, vestir e cuidar do físico e dos
estudos; É embonecar uma criança, fazendo dela um enfeite, um “bibelô”; Ou é
muito mais do que isso: É dividir o que se tem, sempre priorizando os filhos; É
cuidar, amar, amar e amar sem pensar; É depender da graça de Deus dia após dia,
hora após hora, minuto após minuto; É estar na dependência total do Deus maravilhoso
que não falta nunca, que sempre nos protege e nos ampara; É se sentir abençoado
por ter recebido do Senhor o privilégio de tomar conta de um pequeno ser; É ver
o seu amor imperfeito comparado ao perfeito amor do grande Deus; É envelhecer
sorrindo; É mesmo na solidão do ninho que ficou vazio, saber que cumpriu a sua
parte, e o que faltou, o Pai celeste completará, pois, dele vem a promessa:
“Não temas, pois, eu estou contigo em todo momento”. Ser mãe é ser feliz
somente por ser mãe!” Tenho ideia em parte do que é ser mãe... o que vivi desta
experiência é de fato magnífico e indescritível... Enfim, existem muitas
definições de ser mãe... Eu sei bem mesmo, com anos de experiência é ser filha:
Fazer manha pra ganhar beijinho quando na desobediência for malcriado, mas, sem
ficar distante do amor desejado; Fazer gracinha pra ver sorrisos satisfeitos e
admirados; É dar os primeiros passos meio que cambaleando e agradecer com
sorriso as palminhas; É dizer gritando e animado o primeiro manhêeee e ficar só
de olho nas repercussões como se tivesse ido até a Lua; É enfiar o dedo na
tomada ou no ventilador e depois correr direto pros braços consoladores; É cair
de bicicleta, se machucar e escutar: vem aqui, vou soprar que vai passar e se
você não parar de chorar vou passar metiolate rsrsrsr doía muito, era obrigada
a engolir o choro rsrsrs; É chorar pra caramba no primeiro dia de aula pedindo
com olhos implorantes que venha em seu socorro; É agradecer na formatura do
primeiro grau as broncas que a mãe dava quando a lição vinha tomar; É procurar
entender o por quê de tantas brigas que fazem-no infeliz; É abraçar a mãe
quando a vê tristinha na cozinha ou no quarto escondida; É quando na adolescência
rebelde se dá o trabalho, na disciplina, na formação do caráter e quando adulto
se pensa: valeu a pena todas aquelas broncas e punições dadas; É dizer a todos que não existe melhor comida
que a da mãe; É gostar da companhia de quem só lhe fala com ternura mesmo tendo
sido egoísta; É apresentar no primeiro dia em casa o namorado na certeza que mamãe
o fará tranquilo até papai descobrir rsrs; É trazer o cd do Trio Irakitan mesmo
não gostando da música e com entusiasmo desejar ver o sorriso da mãe rsrsrs; É ver o brilho no olhar e a vibração na minha formatura
de Pedagogia pensando: ela conseguiu, uhuuuuuu!... É ver a participação em
todos os momentos da minha vida, (felizes ou tristes); É sentir a felicidade em
um telefonema quando dada a notícia: você vai ser vovó dinovo; Ser filha é
sentir: sentir as preocupações, as vibrações, as angústias, os medos, o olhar, o
amor incondicional, a torcida, o sorriso mesmo que esse sorriso às vezes estremeça
um pouco; Enfim, ser filha da um livro de inúmeras páginas sem fim, pois, ainda
ficam as estória, as lembranças, a saudade... Ser filha é ter orgulho de ser
filha e jamais se esquecer disso. Mãe; obrigada pela vida... Obrigada por
tudo... Forte abraço!
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